sexta-feira, 3 de junho de 2016

As esquerdas na América Latina



























Na parte da tarde desse terceiro dia do XXI ENEP, a partir das 13h e 45min, acontecem as sessões ordinárias, com as mesas de 31 a 40 e a Sessão de comunicações IV. Às 15h e 30min começa o Painel IV, com o tema: Descaminhos dos governos de esquerda na AL: Brasil, Argentina, Uruguai e Equador, coordenado por Marcelo Carcanholo (UFF-SEPLA), com a participação de Julio Gambina (CLACSO, Universidade Nacional de Rosario, Argentina) e Antonio Elias (SEPLA, Uruguai).

Julio Gambina é doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e professor na Universidade Nacional de Rosario (UNR). Participou como consultor internacional no Estado Plurinacional da Bolívia em 2012 e 2013 e é autor de vasta obra sobre a temática latino-americana.

Antonio Elias é economista e membro da Sociedade de Economia Política latino-Americana – SEPLA - Uruguai.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

SEP - fortalecendo o pensamento crítico








Com a eleição da nova diretoria da Sociedade Brasileira de Economia Política na noite do dia 02 de junho, o grupo que esteve à frente da entidade, com Niemeyer Almeida Filho na presidência, divulgou o relatório da gestão. Conheça!

 RELATÓRIO GESTÃO 2014-2016

Na nossa carta programa, apontávamos que a crise sistêmica do capitalismo continuava se manifestando fortemente, embora estivesse em processo de mudança de forma. A princípio ela havia se manifestado fortemente no centro do sistema – no Japão, em seguida nos Estados Unidos e na Europa, alcançando a partir de 2013 as economias periféricas, trazendo instabilização macroeconômica e derrubando cabalmente o discurso ideológico do acerto das políticas econômicas neoliberais adotadas pela maioria dessas economias no período dos anos 1990 e 2000. Terminávamos dizendo que mantidas as políticas econômicas, não haveria futuro promissor no horizonte para as sociedades, sobretudo as da América Latina. 

No ENEP de 2014 em que as eleições ocorreram e a carta programa foi divulgada, tivemos como tema central o Neodesenvolvimentismo. O evento foi organizado para evidenciar que as diferentes vertentes brasileiras mostravam limites evidentes. A posição majoritária era que as proposições de políticas econômicas não alcançavam as dimensões da crise, engendrando um debate social desconectado, incapaz de lidar com as diferentes questões das sociedades capitalistas dependentes subdesenvolvidas. As ações de Governo e, sobretudo, as de Estado exigiriam discutir transformações efetivas da institucionalidade e da política de desenvolvimento brasileiras, inviáveis em circunstâncias de correlação de forças sociais conservadoras. Muito ao contrário, o foco da discussão estava na manutenção da estabilidade, sob o regime de metas inflacionárias - quando muito alcançando o regime cambial; o crescimento, com concessões públicas ao capital; e a distribuição de renda, restrita ao aumento real do salário mínimo e às ações de transferência de renda, ambas submetidas ao teto do aumento da produtividade média do trabalho.

Essa nossa posição política lamentavelmente mostrou-se agudamente na realidade concreta daquele ano de 2014, e mais ainda nos anos de 2015 e 2016. O espaço político institucional – Congresso Nacional, órgãos e fóruns do Executivo – esfacelou-se pelas evidências tanto de corrupção quanto de ausência de perspectiva pública nos marcos limitados da chamada “visão republicana”. A representação política, historicamente vinculada aos interesses dominantes, fragmentou-se e os movimentos sociais atuaram sem coordenação, engendrando uma perigosa condição de instabilidade social. 

Nessas circunstâncias, a SEP manteve-se firme no fortalecimento do pensamento crítico, da qual ela vem sendo avalista desde a sua fundação. Durante o período de plena dominação do projeto neoliberal, ou do pensamento único, poucas vozes se atreveram a contesta-lo, mostrando as contradições de suas políticas. A Sociedade Brasileira de Economia Política - SEP foi uma delas, e o seu papel crítico consolidou-se por meio de seus encontros nacionais, pela participação e contribuição em eventos de outras instituições, tanto nacionais quanto internacionais, e por meio da publicação da revista e de inserções no seu site. Tudo isto foi mantido e ampliado nos últimos dois anos. 

A SEP é, hoje, amplamente reconhecida como a sociedade que agrega e dá espaço ao pensamento crítico. Por isto mesmo, sem ferir o compromisso com o pluralismo e, sobretudo, com a qualidade acadêmica, priorizamos, em todas as instâncias, a escolha e a divulgação de trabalhos de natureza heterodoxa. Procedendo assim, compensamos, pelo menos quanto à  nossa expressão e espaço social, o virtual monopólio concedidos aos trabalhos inspirados pelo Neoliberalismo, no vasto espaço dominando pelo mainstream da Economia. 

Assim, entendemos que os compromissos assumidos pela Chapa que assumiu a diretoria nestes últimos dois anos consolidaram a tradição dos seus dezoito anos de atividade. Destacamos as seguintes ações:

1. Apoio à consolidação da SEPLA, dirigida pelo companheiro Marcelo Dias Carcanholo, eleito para cumprir mandato de dois anos como presidente. A SEPLA hoje está reorganizada e com ampliação da militância em diversos países da América Latina;
2. Cooperação com a WAPE – World Association for Political Economy, mantendo-se o professor Niemeyer Almeida Filho como ativo vice-presidente para a América do Sul; 
3. Cooperação com a IIPPE – International Iniciative for Promoting the Polítical Economy, com participação regular de companheiros da SEP nos eventos anuais da organização. Além disso, o professor Alfredo Saad Filho, um dos diretores da IIPPE é membro da Direção Ampliada da SEP e coordenador do GT do Pensamento Marxista;
4. Fortalecimento do papel dos GTs da SEP, que hoje são em número de sete: GT – Teoria Marxista da Dependência, GT – HPE Brasileira, GT – Estado e Políticas Públicas, GT – Economia Política da Macroeconomia, GT – Economia e Território, GT – Pensamento Marxista e GT – Economia Política da Amazônia;
5. Manutenção da Direção Ampliada, contando assim com uma ampla representação política dos associados;
6. Informatização do processo de submissão, seleção e divulgação dos trabalhos dos ENEPs;
7. Redesenho e informatização da Revista da SEP. O professor João Leonardo Medeiros, o editor da revista, promoveu uma reorganização do processo de submissão dos artigos, mantendo a revista regularmente em dia. A linha editorial foi mantida, cumprindo a revista o objetivo maior de dar divulgação ao pensamento crítico.

Destacamos ainda as atividades de apoio e estímulo à organização de Encontros Regionais sobretudo dos GTs. Mantivemos nossas atividades e participações na ANPEC, assim como fortalecemos os laços com a ANGE e a SEPLA. 

Como estímulo à produção em Economia Política, abrimos espaço aos estudantes de graduação que ficam isentos de pagamento de inscrições nos ENEPs. Sempre que possível, como é o caso do XXI ENEP, apoiamos a vinda de grupos com financiamento de hospedagem e ampliação dos minicursos. Além disso, alteramos a data de realização dos ENEPs para períodos letivos regulares, estimulando assim a ampla participação de estudantes. 

Em síntese, avaliamos que cumprimos as nossas intenções expressas na carta programa apresentadas na XIX assembleia geral de 2014. Reiteramos que a SEP está fortalecida e em condições de atuar na crítica social e na mobilização que entendemos ser indispensável para enfrentar a conjuntura adversa de ascensão do conservadorismo no Brasil. 
Diretoria 2014 - 2016

Presidente: Niemeyer Almeida Filho (IE-UFU)
Vice-Presidente: João Ildebrando Bocchi (PUC-SP)

Diretores:
Lauro Mattei (UFSC)
Maria de Mello Malta (UFRJ)
Pedro Rossi (UNICAMP)
Octavio Conceição (UFRGS)
Ellen Gracy Tristão (UFVMJ)
Paulo Henrique Furtado de Araújo (UFF)
Frederico Katz (UFPE)
Fábio Freitas (ANPEC)
Rubens Rogério Sawaya (ANGE)


Mobilidade Urbana no Brasil






















Durante a manhã desse terceiro dia do XXI ENEP, a partir das 8h, acontecem as sessões ordinárias, com as mesas de 21 a 30, bem como a Sessão de Comunicações III. Às 10h e 30min tem início o painel III, que tratará sobre a Mobilidade Urbana no Brasil. Participam dessa mesa Christy Ganzert Pato (Escola do Parlamento SP), Silvana Zioni (UFABC), e Allan Mesentier (BNDES).

Christy Ganzert Pato é diretor-presidente da Escola do Parlamento, criada em 2011 para oferecer aos parlamentares paulistas e aos munícipes subsídios para a identificação da missão do poder legislativo, ajudando a desenvolver programas de ensino, cursos e palestras para a qualificação de lideranças comunitárias e políticas e estimular a pesquisa técnico-acadêmica voltada à Câmara em cooperação com outras instituições de ensino.

Silvana Zioni é arquiteta, urbanista e professora na UFABC, com ampla participação no debate sobre mobilidade urbana e gestão logística sustentável.

Allan Mesentier é economista no BNDES.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Paula Nabuco, presente!




















A partir das 17h30 acontece a homenagem à jovem economista Paula Nabuco, professora e membro do Comitê Central da Refundação Comunista, que morreu prematuramente em 2015, aos 36 anos, vítima de Câncer. Doutora pela Universidade do Povo, na China, Paula desenvolvia um importante trabalho sobre a economia daquele país. 

Conferência com Al Campbell




















A partir das 13h45min acontecem as Sessões ordinárias, com as mesas de 11 a 20, bem como a segunda etapa da Sessão de comunicações. No horário das 15h30 tem início  a conferência de Al Campbell, do Department of Economics, University of Utah, USA – IIPPE. A coordenação da mesa será de Fred Katz (SEP).

Al Campbell é economista e professor na University of Utah, nos Estados Unidos e membro da Comissão de Coordenação da União para uma Radical Economia Política (URPE).

Local: Auditório Celso Furtado

Eleição para nova diretoria da SEP















No XXI ENEP a Sociedade Brasileira de Economia Política, SEP, realiza também a eleição para a nova diretoria da entidade, na assembleia que acontece hoje à noite. Uma única chapa concorre. Veja aqui a carta programa e a composição da chapa que tem como presidente Marcelo Dias Carcanholo, da UFF e como vice Vanessa Petrelli Correa IE-UFU.

CARTA PROGRAMA GESTÃO 2016-2018

A resposta que o próprio capitalismo vem dando para sua crise em escala mundial evidenciou o resgate do neoliberalismo mais explícito, sem nenhum tipo de perfumaria ou paliativo. Tanto a tentativa de estabilização macroeconômica a qualquer custo como o aprofundamento de novas reformas estruturais, no sentido de intensificar a desregulamentação e liberalização dos mercados, fazem parte dos programas de ajuste em escala mundial.

Na sociedade brasileira este fenômeno mundial se manifesta pelo resgate do ajuste fiscal como o mantra necessário para, presumivelmente, reconquistar a confiança dos investidores e consumidores, e pela retórica das “reformas estruturais” que impõem mais liberalização, privatização e destituição de direitos sociais como única alternativa – uma vez mais – para retomar os investimentos, o crescimento e o desenvolvimento da economia brasileira. A concepção econômica ortodoxa, que prega o ajuste recessivo como única forma (correta) de responder aos impactos da crise da economia mundial, se explicita claramente na política econômica do governo que vem abdicando do uso de instrumentos e concepções tidos como (neo)desenvolvimentistas, em prol do liberalismo econômico. Os impactos sociais, políticos e econômicos dessa estratégia já são evidentes, e apontam para o esgarçamento social e político de nosso país.

Especificamente no aspecto político é preocupante o rápido avanço de visões radicalmente de direita, que combinam o resgate de posições políticas extremamente conservadoras com uma completa intolerância ante qualquer posicionamento divergente, mesmo que esse se limite apenas à defesa da mais ampla e irrestrita garantia dos direitos democráticos. Devemos estar alertas a movimentos deste tipo, pois, se necessário, e nos limites da natureza de nossa Instituição, temos que nos opor aos excessos. Este acirramento das posições políticas mais reacionárias se combina com o avanço do rechaço ao pensamento econômico não convencional nas Universidades brasileiras. Não é irrelevante a tentativa, tanto no meio docente quanto discente, de minimizar o ensino e aprendizado de autores como Marx, Keynes, Kalecki, Schumpeter, dentre outros que se caracterizam por terem produzido análises críticas em relação ao pensamento dominante.

A SEP, desde a sua fundação, se caracterizou pela defesa do pensamento crítico em Economia. Esse reconhecimento extrapolou nossas fronteiras, de forma que nossa Sociedade Brasileira de Economia Política, em função do trabalho de todas suas diretorias e de seus muitos membros, é mundialmente conhecida como uma das maiores e mais importantes instituições do pensamento crítico mundial.

O que propomos aqui é, portanto, acentuar o caráter da SEP como espaço de promoção, divulgação e intensificação do pensamento crítico em economia. Isto pressupõe, por um lado, o pluralismo teórico-metodológico. Não se trata de substituir uma ortodoxia, de uma teoria econômica por outra, qualquer que seja ela. Justamente o contrário. Não é possível desenvolver o pensamento crítico sem o debate franco e sério entre as distintas teorias sociais e econômicas que procuram interpretar a realidade em que vivemos. Por outro lado, é também pressuposto o caráter necessariamente interdisciplinar na constituição do pensamento crítico. As teorias econômicas não se constituem de forma autônoma. Existem diversas teorias econômicas porque existem diversas teorias sociais e, em última instância, diversos posicionamentos filosófico-políticos sobre o mesmo objeto de entendimento. Portanto, uma adequada compreensão da economia deve incluir também a maior abertura para a contribuição do pensamento crítico em outras áreas do pensamento social, como sociologia, serviço social, história, ciência política, relações internacionais, geografia, filosofia, antropologia, dentre outras. Pluralismo teórico e interdisciplinaridade são inseparáveis no objetivo de promover e divulgar o pensamento crítico.

Esse objetivo se articula com a proposta de ampliar a cooperação nacional e internacional com outras instituições, que nos permita amplificar a promoção e divulgação dos trabalhos críticos em economia. Trata-se portanto não apenas de aprofundar as relações já existentes, mas também de buscar e criar outras organizações que  ainda não tenham trabalhos de cooperação com a SEP e que defendam sua mesma perspectiva crítica e pluralista.

No mesmo sentido de apostar no aprofundamento de atividades que já se mostraram exitosas, pretende-se consolidar os Grupos de Trabalho já existentes na SEP e, ao mesmo tempo, promover outros que se apresentem. O objetivo com estas atividades, desde o início, tem sido promover a cooperação entre docentes e discentes que trabalhem em uma mesma (ou similar) temática, de forma a realizar encontros específicos, de caráter regional ou inseridos dentro do ENEP, com apresentações de trabalhos, promoções de mini-cursos, lançamento de publicações específicas, dentre outras atividades.

As atividades dos Grupos de Trabalho têm se mostrado tão exitosas que a proposta é que eles incorporem, na medida do possível, e dada a temática específica de cada um, a cooperação efetiva de trabalhos conjuntos e discussões de pesquisadores, com a perspectiva crítica de economia política, na América Latina e outras regiões do mundo. Com isso, estariam sendo conjugados vários objetivos aqui propostos.

Ademais da consolidação e ampliação das atividades já realizadas pela SEP, pretende-se desenvolver novas formas que, de fato, possam ampliar o espaço de inserção dos discentes, tanto de graduação como de pós-graduação. Isso se aplica tanto nas atividades já realizadas quanto em outras que possamos criar, como cursos de extensão com a chancela da SEP, publicações promovidas com a mesma chancela, encontros regionais, etc. Avalia-se que a renovação dos nossos membros, incorporando os futuros novos professores e pesquisadores é um fator estratégico para nossa atuação no médio e longo prazos.

Como forma de coordenar todas essas propostas, pretende-se consolidar a experiência da Direção Ampliada, que tem se mostrado bastante operativa nas últimas gestões. Dessa forma, além da Diretoria formalmente eleita, podem participar e contribuir em processos consultivos outros militantes de nossa Sociedade Brasileira de Economia Política.


Composição da Chapa:

Presidente: Marcelo Dias Carcanholo (UFF)
Vice-Presidente: Vanessa Petrelli Correa (IE-UFU)

Diretores:
Ramón Garcia Fernandez (UFABC)
Márcio Lupatini (UFVJM)
Pedro Rossi (Unicamp)
Frederico Katz (UFPE)
João Leonardo Gomes Medeiros (UFF)
Tiago Camarinha Lopes (UFG)
Maurício Sabadini (UFES)


Sessões ordinárias, comunicações e Painel II
































No terceiro dia do XXI ENEP, a manhã começa, às 8h, com as Sessões Ordinárias, que contam com mesas de 1 a 10, para apresentação de artigos e debates, bem como a primeira Sessão de Comunicações, na qual os participantes comunicam estudos ou resultados de estudos sobre o tema da economia política.

Para saber os locais de cada mesa consulte o caderno de teses.

Às 10h acontece o Segundo Painel de conferências e debates com o tema  II – Ajuste fiscal e direitos sociais. A coordenação será de Patrick Rodrigues Andrade (PUCSP) e as conferências com Rosa Maria Marques (PUCSP), Salomão Barros Ximenes (UFABC) e Aquilas Mendes (FSP). 

Rosa Maria Marques (PUCSP) é economista, professora titular do Departamento de Economia da PUC-SP, consultora da Fundação Seade e especialista em políticas sociais. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política durante o período 1998-2002.

Salomão Barros Ximenes (UFABC)  é Professor Adjunto do Bacharelado em Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC). Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo - USP (2014), com graduação em Direito (2001) e mestrado em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará - UFC (2006). Foi pesquisador junto ao Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP) e coordenador do programa Ação na Justiça, da Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação (entre 2006 e 2014).

Áquilas Mendes (FSP) é doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (2005), livre-docência pela USP (2012) e pós-graduado em Política e Relações Internacionais pela Lancaster University da Inglaterra (1984). Atualmente é professor livre-docente de economia da saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, professor doutor do Departamento de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Economia Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), ex-presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres) (2007-2010) e vice-presidente (2003-2007). Autor de "Tempos Turbulentos na Saúde Pública Brasileira: os impasses do financiamento no capitalismo fianceirizado", Hucitec, 2012 e vários outros livros e artigos.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Painel I - A Economia Política da Recessão





















O período da noite do segundo dia do XXI ENEP, 19h, marca o primeiro painel do encontro, que discutirá o tema do ENEP desse ano: A Economia Política da Recessão. Participam da mesa o coordenador Niemeyer Almeida Filho (IE-UFU), Clemente Ganz Lúcio (DIEESE) e Paul Singer (USP).

Niemeyer Almeida Filho (IE-UFU) é Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília (1979), Mestre em Economia pela Universidade de Brasília (1985), Doutor em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Pós-doutorado pela FEA-USP, Departamento de Economia (2009). Foi pesquisador visitante da FAO em Santiago em 2008. Atualmente é professor Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e professor permanente do Programa de Pós-graduação em Economia e do Programa de Relações Internacionais do mesmo instituto. Presidente da SEP - Sociedade Brasileira de Economia Política; vice-presidente para o Brasil da WAPE - World Association for Political Economy.

Clemente Ganz Lúcio (DIEESE) é professor universitário e sociólogo. Atua como diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e serve no Comitê Gestor.

Paul Singer (USP) é um dos mais importantes economistas do país. Nascido em Viena, Áustria, veio para o Brasil com a família em 1940. Nos anos 50 já estava na luta junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e como trabalhador metalúrgico, liderou a histórica greve dos 300 mil, que paralisou a indústria paulistana por mais de um mês, em 1953. É economista formado pela USP e participou da fundação da Polop, organização política constituída por membros da ala esquerda do PSB. Tem uma larga trajetória na esquerda brasileira, além de importante obra teórica.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

Grupos de Trabalho na parte da tarde




















O segundo dia da XXI ENEP traz, na parte da tarde, a partir das 14h, os grupos de trabalho, nos quais acontecem as apresentações de artigos relacionados aos temas dos grupos, bem como os debates.

Reuniões dos Grupos de Trabalho:

GT – Teoria Marxista da Dependência
LOCAL: sala Vânia Bambirra

GT – HPE Brasileira
LOCAL: sala Caio Prado Jr.

GT – Estado e Políticas Públicas
LOCAL: sala Antônio Barros de Castro

GT – Economia Política da Macroeconomia
LOCAL: sala Ignácio Rangel

GT – Economia e Território
LOCAL: sala Jacob Gorender

GT – Pensamento Marxista
LOCAL: sala Reinaldo Carcanholo

GT – Economia Política da Amazônia

LOCAL: sala Fábio Erber

terça-feira, 31 de maio de 2016

Manhã de quarta-feira (01) discute BRICS e Conjuntura















Patrick Bon (WAPE)

O segundo dia de atividades no XXI ENEP - dia 01 de junho - começa às 8h com a Sessão Especial Reinaldo Carcanholo de Economia Política, que terá a presença de Patrick Bond (WAPE/África do Sul), na conferência "World financial, trade and investment trends seen from the BRICS", com tradução simultânea. Ele é nascido na Irlanda do Norte, mas com sete anos mudou-se com a família para os Estados Unidos onde se formou em Economia na Universidade da Pensilvânia.

No início dos anos 1990 mudou-se para a África do Sul onde trabalhou com ONGs  na cidade de Joanesburgo, atuou no governo de Nelson Mandela e lecionou na Universidade de Witwatersrand. O trabalho de Bond versa principalmente sobre a economia política da África, finanças internacionais, o desenvolvimento eco-social e ecologia política e questões de desenvolvimento na África do Sul contemporânea. Ele trabalha em comunidades urbanas e com movimentos de justiça global em vários países. Lançou fortes críticas contra os regimes de governança neoliberais na África do Sul e além, e as falhas dos Estados capitalistas para enfrentar a justiça social e a degradação ambiental. É um dos cientistas sociais mais citadas na África do Sul.

Logo após essa conferência acontece uma discussão sobre a conjuntura brasileira, com a presença de Patrick, a diretora da SEP Maria Malta e Ester Dwek, ex-assessora do Gabinete da Presidência da República.


A coordenação da mesa será de João Ildebrando Bocchi (PUC-SP)

Minicursos abrem o XXI ENEP

Durante todo esse primeiro dia de evento acontecem atividades de formação. As salas estão cheias e os minicursos já estão sendo dados desde a manhã.

A parte da noite está reservada para reunião da diretoria da SEP.





Fotos postadas por Jé Nascimento

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Começa o XXI ENEP

















A edição histórica do Encontro Nacional de Economia Política, que celebra os 20 anos da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP), abre nessa terça feira, dia 31, com atividades de formação. Durante todo o dia se desenvolvem os minicursos, ministrados por renomados professores e pesquisadores. A inscrição pode ser feita na hora, junto aos organizadores.

Na parte da manhã, a partir das 8h, acontecem os seguintes minicursos:

1  - Pensamento econômico brasileiro no período autoritário: semelhanças não são meras coincidências, com Maria Malta (UFRJ), Bruno Borja (UFRJ) e Wilson Vieira (UFRJ).
2 -  Método e temas na Economia Politica Marxista, com Alfredo Saad (SOAS.
3 - Território e Globalização, com  Fátima Previdelli (UFMA) e Luiz Eduardo Simões de Souza (UFMA).

Na parte da tarde, desde as 14h:

1  Pensamento de Vânia Bambirra, com Fernando Corrêa Prado (UNILA), Roberta Traspadini (UNILA), Carla Ferreira e Mathias Luce (UFRGS).
2 - A política macroeconômica do Governo Dilma, com  Victor Leonardo Araújo (UFF) e Denise Gentil Lobato (UFRJ).
3 - Austeridade fiscal e direitos sociais no Brasil, com Rodrigo Octávio Orair (IPEA), Vanessa Petrelli Corrêa (UFU) e Pedro Rossi (UNICAMP).


A parte da noite está reservada para reunião da diretoria da SEP.

Veja locais e horário no caderno de Resumos

Vânia Bambirra

























Minicurso sobre a vida e obra de Vânia Bambirra, uma das formuladoras da Teoria Marxista da Dependência.

Inscrições no local.

Um guia para se mover no XXI Enep

















Este guia foi organizado para auxiliar a estadia dos participantes do XXI ENEP, com informações úteis e  opções de lazer. Esperamos que tenham uma ótima experiência neste ENEP na UFABC, para a nossa Universidade é um prazer recebê-los.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

XXI edição do ENEP discute a economia da recessão



















Já está chegando a XXI edição do Encontro Nacional de Economia Política, que esse ano acontece em São Bernardo do Campo, a partir do dia 31 de maio, com atividades até o dia 02 de junho. Mais de 400 pessoas estão inscritas nessa que será uma edição histórica, pois marca os vinte anos da Sociedade Brasileira de Economia Política, nascida em junho de 1996, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ).

 A SEP uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem por objetivo primordial garantir um espaço ampliado de discussão a todas as correntes teóricas e áreas de trabalho que entendam a economia como uma ciência inescapavelmente social e que, por isso, tenham na crítica ao mainstream seu elemento comum.

Para essa edição de número 21, estão programados minicursos, sessões especiais de debates, painéis de conferências e grupos de trabalho, tendo como tema comum a política econômica de recessão vivida pelo país.

Na terça-feira, dia 31, acontecem os minicursos: Pensamento econômico brasileiro no período autoritário: semelhanças não são meras coincidências, com Maria Malta (UFRJ), Bruno Borja (UFRJ) e Wilson Vieira (UFRJ);  Método e temas na Economia Politica Marxista, com Alfredo Saad (SOAS); Território e Globalização, com  Fátima Previdelli (UFMA) e Luiz Eduardo Simões de Souza (UFMA); Pensamento de Vânia Bambirra, com Fernando Corrêa Prado (UNILA), Roberta Traspadini (UNILA), Carla Ferreira e Mathias Luce (UFRGS); A política macroeconômica do Governo Dilma, com  Victor Leonardo Araújo (UFF) e Denise Gentil Lobato (UFRJ) e Austeridade fiscal e direitos sociais no Brasil, com Rodrigo Octávio Orair (IPEA), Vanessa Petrelli Corrêa (UFU) e Pedro Rossi (UNICAMP).

Na quarta-feira, dia 01 de junho, acontece a Sessão Especial Reinaldo Carcanholo de Economia Política, com a conferência de Patrick Bond (WAPE/África do Sul). Na parte da tarde é a vez dos grupos de trabalho e à noite acontece a Abertura Oficial seguida do primeiro painel que versará sobre o tema do evento: Economia Política da Recessão, com a participação de Niemeyer Almeida Filho (IE-UFU, coordenador), Clemente Ganz Lúcio (DIEESE), e Paul Singer (USP).

Na quinta-feira, dia 02 de junho, a primeira parte da manhã está reservada para a sessão de Comunicações, além do II painel que traz o tema “Ajuste fiscal e direitos sociais”, com  Patrick Rodrigues Andrade (PUCSP), Rosa Maria Marques (PUCSP), Salomão Barros Ximenes (UFABC) e Aquilas Mendes (FSP). Na parte da tarde, mais comunicações e a conferência de Al Campbell, do  Department of Economics, University of Utah, USA – IIPPE. As 17h acontece a homenagem a Paula Nabuco e logo em seguida a Assembleia da SEP.

No dia 03, sexta-feira, a terceira sessão de comunicações seguida do painel III – Mobilidade Urbana no Brasil, com  Christy Ganzert Pato (Escola do Parlamento SP) e um Representantes do BNDES. Na parte da tarde nova sessão de comunicações e o painel IV – Descaminhos dos governos de esquerda na AL: Brasil, Argentina, Uruguai e Equador, com  Marcelo Carcanholo (UFF-SEPLA), Julio Gambina (CLACSO, Universidade Nacional de Rosario, Argentina), e Antonio Elias (SEPLA, Uruguai).

No final do dia acontece a Cerimônia de encerramento.

Todas as atividades serão desenvolvidas na Universidade Federal do ABC, sobre a qual fala o presidente da SEP, Niemeyer Almeida Filho: “A UFABC “nasceu do zero”, como está expresso no seu site oficial. É fruto da enorme demanda da metrópole por profissionais interdisciplinares com capacidade de contribuição para o desenvolvimento do país. Destaca-se nela o componente da postura ativa na busca por soluções desconhecidas, ao invés do padrão passivo de receber o conhecimento acumulado dividido em uma série de especializações que dificultam a visão da totalidade dos problemas. Esta tônica serve de inspiração para pensar as políticas econômicas do futuro que atendam as demandas presentes. Parece-nos, portanto, muito promissor realizar XXI Encontro Nacional de Economia Política numa instituição como esta, pois a ideia de uma formação mais abrangente no campo da graduação em ciências econômicas aproxima-se da concepção que a Sociedade Brasileira de Economia Política vem sustentando desde a sua criação em 1996.

Por outro lado, este é um ano muito particular na história recente brasileira pela intensidade da crise política que se expressa num processo de impeachment da Presidenta eleita Dilma Rousseff. Há diversos trabalhos selecionados que abordam criticamente esta conjuntura, em geral mostrando sua natureza estrutural. Parece-nos que o espaço aberto à crítica conferido pelo Encontro Nacional mostrará, uma vez mais, que não é possível isolar o tema economia das questões sociais”.

A programação completa pode ser consultada no endereço abaixo.




quinta-feira, 26 de maio de 2016

Minicursos do XXI ENEP













Dia 31 de maio

8h–12h
Minicurso 1: GT HPE brasileira - Pensamento econômico brasileiro no
período autoritário: semelhanças não são meras coincidências
Maria Malta (UFRJ), Bruno Borja (UFRJ) e Wilson Vieira (UFRJ)

LOCAL : Sala Caio Prado Jr.

Minicurso 2: GT Pensamento Marxista - Método e temas na Economia
Politica Marxista
Alfredo Saad (SOAS )

LOCAL : Sala Reinaldo Carcanholo

14h30–18h30
Minicurso 3: GT Economia e Território – Território e Globalização
Fátima Previdelli (UFMA) e L uiz Eduardo Simões de Souza (UFMA)

LOCAL : Sala Jacob Gorender

Minicurso 4: GT Teoria Marxista da Dependência – Pensamento de Vânia
Bambirra
Fernando Corrêa Prado (UNILA ), Roberta Traspadini (UNILA ), Carla Ferreira e
Mathias Luce (UFRGS)

LOCAL : Sala Vânia Banbirra

Minicurso 5: GT Estado e Políticas Públicas - A política macroeconômica do
Governo Dilma
Victor Leonardo Araújo (UFF) e Denise Gentil Lobato (UFRJ)

LOCAL : Sala Antônio Barros de Castro

Minicurso 6: GT Economia Política da Macroeconomia - Austeridade fiscal e
direitos sociais no Brasil
Rodrigo Octávio Orair (IPEA), Vanessa Petrelli Corrêa (UFU) e Pedro Rossi (UNICAMP)
LOCAL : Sala Ignácio Rangel


As inscrições para os minicursos podem ser feitas na hora.

Tudo pronto para o XXI ENEP

Cristina Reis, da organização do XXI ENEP, fala sobre os preparativos do evento, que começa no dia 31 de maio, na UFABC.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Alojamento em São Bernardo para estudantes













Todos os estudantes que virão de outras cidades para participar do XXI ENEP e não têm direito à hospedagem, poderão encontrar algumas boas opções nos espaços que estão sendo buscados pelo Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CACE) da UFABC. 

A garotada está agitando lugares junto às repúblicas de estudantes, que poderão ser utilizados durante os dias do evento.
Veja página no face sobre o ENEP organizada pelo CACE e encontre um lugar para ficar. 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Diárias para apresentadores de trabalhos nas sessões ordinárias


















Atenção participante,
 
A SEP irá custear duas diárias em quarto duplo no Hotel Pampas Palace Hotel (Av. Barão de Mauá, 71, km 18 via Anhanguera. Jardim Ma. Adelaide. 09726-000. São Bernardo do Campo. www.pampaspalacehotel.com.br. Tel: (11) 41222000) para um apresentador por trabalho aprovado em sessões ordinárias.
 
Conforme a Assembleia no ano passado, foi decidido que apenas os autores de artigos em sessões ordinárias com associação em dia no momento da inscrição teriam direito às duas diárias. Contudo, como o ENEP tomou significado e importância especiais ligados à presença do maior número possível de pesquisadores dedicados à promoção da ciência econômica como ciência inescapavelmente social, a diretoria decidiu confirmar duas diárias também para àqueles autores de sessões ordinárias que eventualmente não estejam na condição de associado no atual momento.
 
Para os apresentadores de trabalho das sessões de comunicação não haverá nem reserva de quarto no Hotel nem custeamento de diárias.
 
Pedimos compreensão pelo ajuste das informações. Como a restrição de pagamento de diárias aos autores em dia foi indicada nas instruções de submissão, informamos aos autores não-sócios ou em atraso que podem regularizar sua situação posteriormente fazendo o pagamento da anuidade pelo site http://www.sep.org.br/log/.
 
Para confirmar a presença de somente 1 (um) dos autores de cada artigo em quarto duplo, para comunicar preferência de pessoa para dividir quarto, necessidade de migrar para quarto single (arcando com os custos), de compartilhar quarto com alguém da família (arcando com os custos) ou para sair da lista de reserva (caso tenha outro local de estadia), favor escrever para xxienep@gmail.com.
 
Agradecemos o informe de todo(a)s sobre a confirmação de presença nos quartos do Hotel, que irá auxiliar significativamente os trabalhos de organização e logística do ENEP 2016. Caso tenha pagamento de diárias financiado por outro órgão, como sua instituição de origem/universidade, favor informar também pelo xxienep@gmail.com.
 
Atenciosamente
Comissão Organizadora"

sábado, 7 de maio de 2016

A conjuntura brasileira

Presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) fala sobre a política nacional nesse início de mês de maio.

Inscrições





Minicursos e grupos de debate ajudam a pensar a conjuntura













Já está disponível o enlace para a realização das inscrições ao XXI ENEP. Basta acessar o endereço abaixo e fazer o cadastro.

http://sep.acadex.com.br/xxi-enep/u/tickets